segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Fumaças do meu peito...

Ponho a escrever-te alguma coisa, mas não sei o que. Posso te falar da angustia da solidão que sinto ou da sombra negra que guardo no meu peito, mas prefiro ouvir tua doce voz, um suave e doce cheiro de jasmim que nasce a cada palavra que você embala nessa dança que e teu fala...Você especial, mas lhe dou uma advertência eu não tenho coração...sou oco por dentro...só tome cuidado não quero te machucar...Então repito você e muito especial...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Conto 4




TEDIO, eu grito na madrugada fria de minha casa, muitos antigos estão a minha volta a me dar conselhos sobre amor, ódio, dúvida e mistério estão extravasando suas paginas amareladas e corroídas pelo tempo, mas eles não me livram desta dor que vem comendo minha alma, devorando os últimos momentos felizes que ainda me tornam humano.
Saio de casa, vou com minha real forma, como sou por dentro, um anjo caído e deputado pela vida a sofrer por amor...
Sou um Piero em busca de sua conlobina vagando pelas esquinas, becos escuros e praças mostrando minha face retratada nela minha frieza e infelicidade, não há palavra no meu universo de maquiagem e dor, só minha tristeza retratada em meus movimentos, isso me mantém firme no caminho.
Sou um guerreiro sem cavalo nem rainha, mas ainda tenho minha espada e minha armadura forjada no fogo e mais negra que a sombra, é um guerreiro do tipo que não existe mais, talvez nem exista, pois me sinto um fantasma no meio dos vivos em suas rotinas ridículas. Sou o diferente aqui, mas não sou o único, meus amigos me acompanham e juntos somos fortes, mas estou no canto do meu quarto sonhando e olhando para o espelho sozinho, uma lágrima corre e novamente tento ser normal...

Fernando Gil Mesquita.

Conto 3




Na plenitude de minha insanidade me deparo com um anjo, meio retraída e descontente eu a vejo, mas ela não me vê? Como não me vê? Estou aqui do lado dela, mas algo lhe chama atenção, algo mis belo e reluzente, uma luz opaca que no ambiente restrito onde nos encontrávamos era quase que absoluto, mas eu estava ali, parei de beber e apaguei o cigarro e sorri, mas não tive resposta então percebi que tinha que brilhar, mas não tenho luz!
Então a luz opaca se vai lentamente e o anjo se entristece e se afasta para perto da lua, me aproximo com meu coração em uma bandeja de ouro e prata, lagrimas eu vejo cair, meu anjo me ver correndo ao seu encontro.
Refletido agora esta nosso amor nas estrelas, ela e a luz de encandeai minha veredas de forma que a noite e mais pálida e linda em todo o seu esplendor caminhas-mos á luz deste amor que nos guia para um destino ainda incompreendido pelo mundo, mas real para as criaturas da noite.

Fernando Gil Mesquita.

Lucíola de José de Alencar



"As grandes sensações de dor ou de prazer pesam tanto sobre o homem, que o esmagam no primeiro momento e paralisam as forças vitais. É de pois que passa esse entropecimento das faculdades, que o espírito, insigne químico, decompõe a miríada de sensações, e vai sugando a gota de fel ou de essência que ainda estila dos favos apenas a gota de fel ou de essência que ainda estila dos favos apenas libados.
Foi o que me sucedeu; e não sei no dia seguinte trocaria a voluptuosidade lenta e infinita de minhas recordações ainda recentes por outra hora da febre ardente que na véspera me postrara nos braços de Lúcia. Mas então não me lembrava que vendo-a, todos os meus desejos, que eu supunha estenuados, iam acordar de novo; tigres famintos de presa em que uma vez tinha cevado."

Lúciola; pg 30; cap V.