domingo, 17 de abril de 2011

A arte de Taiene





Se quiserem ver mais, posterior mente postarei mas da arte desta guria talentosa...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Degeneração



Aqui estão os jovens, um peso em seus ombros
Aqui estão os jovens, bem, onde estiveram?
Batemos nas portas das salas mais sombrias do inferno
Levados aos limites, nos arrastamos para dentro

Observávamos das asas enquanto as cenas se repetiam
Nos vimos agora como nunca tínhamos visto
Retrato dos traumas e degeneração
As mágoas que sofremos e nunca fomos libertados

Onde estiveram?
Onde estiveram?
Onde estiveram?
Onde estiveram?

Cansados por dentro, agora nossos corações perdidos para sempre
Não podemos nos recompor do medo ou da ânsia da perseguição
Estes rituais nos mostraram a porta para nossas caminhadas sem rumo
Aberta e fechada, e então batida na nossa cara

Onde estiveram?
Onde estiveram?
Onde estiveram?
Onde estiveram?


Decades
Joy Division

RITUAL PARA DESPERTAR SEU ANIMAL TOTEM:

Segundo as tradições indígenas, todo ser humano possui um animal totem, um espírito em forma de animal que além de emprestar algumas características suas à pessoa, também age como guardião e conselheiro. Seu animal totem pode despertar em você instintos adormecidos que podem deixá-lo mais preparado para enfrentar as situações que o preocupam. Nosso afastamento da natureza nos tornou cegos e surdos em muitos sentidos. A wicca nada mais é que uma reaproximação com a natureza e descobrir seu animal totem, apesar de não ser algo tipicamente celta, é algo que pode lhe fazer um bem enorma! Dependendo do seu animal, você pode adquirir certos poderes mágicos, como por exemplo ver mais longe (águia), enxergar inimigos ocultos (coruja), saber perseguir objetivos (falcão), etc...
*Um pote de barro
*Ervas Secas
* Uma maçã
*Uma vela violeta
*Um copo com água
*Um caldeirão
*9 pedras (podem ser cristais, ou pedras simples)
*Um potinho p/ jogar fósforos queimados
*Carvão
Numa noite de lua cheia, na hora de Mercúrio, no dia da Lua, vá a algum lugar onde não seje incomodado, de preferência ao ar livre. Caso não tenha, coloque uma ou várias plantas no cômodo.
Tome um banho de ervas (rosas brancas é sempre uma boa opção) e de sal grosso antes. Coloque um roupa limpa e confortável e prepare o local, limpando-o com a vassoura mágica. Num pratinho, coloque uma maçã dentro do mel e ao lado, um copo de água da fonte. Acenda o incenso e a vela e, de pé faça a invocação:

"Que a Deusa Mãe e o Deus Pai estejam comigo hoje e sempre. Eu, (diga seu nome), seu(A) filho(a), peço sua permissão para iniciar esta operação mágica"
Erga sua mão dominante (a que escreve) acima de sua cabeça. Sinta sua energia quente e luminosa vindo do alto e concentrando-se em sua mão, como se fosse um pára-raio. Com a mão, aponte para as pedras reunidas na sua frente.
"Espírito das pedras antigas, acendam a chama destes irmão para que possam iluminar meu caminho"
Energize as pedras. Agora, uma por uma, disponha-as em um círculo, onde você e os outros instrumentos ficarão. Feito isso, sente-se com as pernas cruzadas e esfregue as mãos, até senti-las quente. Diga em voz alta:
"Ancestrais, antigos aliados, aqueles que trazem a memória do tempo. Ouçam meu pedido. Sintam minha intenção pura. Estejam comigo"
No pote de barro, coloque um pouco de carvão e acenda-o. Jogue então um punhado de ervas e deixe que queimem. Feche os olhos e esvazie sua mente.
"Nas patas do cavalo, nos olhos do lobo, nas asas da águia, nas guarras do urso, no bico do falcão, que se ascenda em minha alma a força do meu animal guardião"
Respire profundamente e deixe a energia fluir. Jogue mais um pouco de ervas dentro do pote de barro e repita a oração. Você sentirá sua cabeça pesada. Deixe-se levar pelas batidas da música. Não tenha medo de sentir uma espécie de dorm~encia, você pode estar entrando em transe.
Jogue mais um punhado de ervas e repita a operação. Se sentir vontade de falar outras coisas ou entoar cânticos, faa. A magia se manifesta de forma diferente para cada indivíduo. Cada ritual será único.

"Que meu animal guardião agora se apresente, que eu possa senti-lo e a ele me religar"
É provável que vente nesse momento. Não se assuste. Apenas esvazie sua mente e de olhso fechados, deixe que seu animal se apresente.
Terminado o ritual agradeça às entidades presentes e bata palmas três vezes, dizendo ao final:
"Esta operação mágica está encerrada"
Se o ritual foi bem sucedido e você descobriu seu animal guardião, deixe o pratinho com mel e maçã e a água em um lugarzinho verde como presente. Se você nao recebeu a visão, pegue o pratinho com o mel e a maçã e a água e leve com você. Em sua casa esquente a água, corte a maça em cruz e pique-a, coloque me seu caldeirão e jogue o mel por cima, então verta a água quente. Tampe e deixe por alguns minutos. Passe para um copo, e antes de dormir, erga o chá para o alto, dizendo:
"Espíritos antigos, meus ancestrais, em nome do Deus e da Deusa, ouçam minha oração. Revelem-me em sonho meu animal guardião"

Beba o chá, mastigue a maçã e durma. Seu animal virá através de sonhos ou estranhas coincidências durante aquela semana.

O Divino Feminino

A Deusa foi a primeira divindade cultuada pelo homem pré-histórico. As suas inúmeras imagens encontradas em vários sítios históricos e arqueológicos do mundo inteiro representavam a fertilidade - da mulher e da Terra. Por ser a mulher a doadora da vida atribuiu-se à Fonte Criadora Universal a condição feminina e a Mãe Terra tornou-se o primeiro contato da raça humana com o divino.

Mas afinal, quem é essa Deusa? Só o fato de termos que fazer essa pergunta demonstra o quanto nossa sociedade ocidental formada sob a égide da mitologia judaico-cristã se afastou de nossas origens. Fomos criados condicionados por uma cosmologia desprovida de símbolos do Sagrado Feminimo, a não ser Maria, Mãe Divina, que não tem os atributos divinos, que são reconhecidos apenas ao Pai e ao Filho e é substituida na Trindade pelo conceito de Espírito Santo. Maria é, quando muito, a intermediária para a atuação dos poderes do Deus... "peça à Mãe que o Filho concede..." Mas Maria não é a Deusa, senão um de seus aspectos mais aceitos pela sociedade patriarcal, de coadjuvante do Deus, reproduzindo o fenômeno social do patriarcado em que a mulher auxilia o homem, mas sempre lhe é inferior e, por isso, deve submeter-se à sua autoridade.

Não somos feministas nem queremos partir para discursos feministas, mas tão somente constatar que a ausência de uma Deusa nas mitologias pós-cristãs se deve ao franco predomínio do patriarcado. Predomínio esse que nos trouxe, ao final do século XX, a uma sociedade norteada pelos valores da competição selvagem, da sobrevivência do mais forte, da violência ao invés da convivência, do predomínio da razão sobre a emoção. Mas a Deusa está ressurgindo. Desde a década de 60, reafirmando-se nas últimas, a descoberta da Terra como valor mais alto a preservar sob pena de não mais haver espécie humana fez decolar a consciência ecológica e o renascimento dos valores ligados à Deusa: a paz, a convivência na diversidade, a cultura, as artes, o respeito a outras formas de vida no planeta.

Cultuar a Deusa hoje significa reconsagrar o Sagrado Feminino, curando, assim, a Terra e a essência humana. Quer sejamos homens ou mulheres, sabemos que nossa psique contém aspectos masculinos e femininos. Aceitar e respeitar a Deusa como polaridade complementar do Deus é o primeiro passo para a cura de nossa fragmentação dualística interior. A Deusa é cultuada como Mãe Terra, representando a plenitude da Terra, sua sacralidade. Sobre a Terra existimos e, ao fazê-lo, estamos pisando o corpo dela, aqui e agora, muito diferente da crença em um deus Onipotente e distante, que vive nos céus. A Deusa é a Terra que pisamos, nossos irmãos animais e plantas, a água que bebemos, o ar que respiramos, o fogo do centro dos vulcões, os rios, as cores do arco-íris, o meu corpo, o seu corpo... A Deusa está em todas as coisas... Ela é Aquela que Canta na Natureza... O Deus Cornífero seu consorte, segue sua música e é Aquele que Dança a Vida... Cultuar a Deusa não significa substituir o Deus ou rejeitá-lo. Ambos, Deus e Deusa são da mesma moeda, as duas faces do Todo. A Deusa é a criadora primordial, o Deus o primeiro criado, e sua dança conjunta e eterna, em espiral, representa a eterna dança da vida.

A Deusa também é a Senhora da Lua e, mais uma vez, a explicação desse fato remonta às cavernas em que já vivemos. O homem pré-histórico desconhecia o papel do homem na reprodução, mas conhecia muito bem o papel da mulher. E ainda considerava a mulher envolta em uma aura mística, porque sangrava todo mês e não morria, ao passo que para qualquer dos homens sangrar significava morte. Portanto, a mulher devia ser muito poderosa, ainda mais que conhecia o "segredo" de ter bebês... É fácil entender porque a mulher era identificada com a Deusa, ou, melhor dizendo, porque a primeira divindade conhecida tinha que ter caracteres femininos... Ainda mais quando as pessoas descobriram que a gravidez durava 10 lunações e a colheita e o suceder das estações seguia um ciclo de 13 meses lunares. O primeiro calendário do homem pré-histórico foi mostrado nas mãos da famosa estatueta da Vênus de Laussel, que segura em sua mão um chifre em forma de crescente, com 13 talhos que representam as lunações. Por sua conexão com a Lua e a mulher, a Deusa é cultuada em 3 aspectos: a Donzela, que corresponde à Lua Crescente, a Mãe representada na Lua Cheia e a Anciã, simbolizada na Lua Decrescente, ou seja, Minguante e Nova.

Na tradição da Deusa a Donzela é representada pela cor branca e significa os inícios, tudo o que vai crescer, o apogeu da juventude, as sementes plantadas que começam a germinar, a Primavera, os animais no cio e seu acasalamento. Ela e a Virgem, não só aquela que é fisicamente virgem, mas a mulher que se basta, independente e autosuficiente. Como Mãe a Deusa está em sua plenitude. Sua cor é o vermelho, sua época o verão. Significa abundância, proteção, procriação, nutrição, os animais parindo e amamentando, as espigas maduras, a prosperidade, a idade adulta. Ela é a Senhora da Vida, a face mais acolhedora da Deusa.

Por fim, a Deusa é a Anciã, que é a Mulher Sábia, aquela que atingiu a menopausa e não mais verte seu sangue, tornando-se assim mais poderosa por isso. Simboliza a paciência, a sabedoria, a velhice, o anoitecer, a cor preta. A Anciã também é a Deusa em sua face Negra da Ceifeira, a Senhora da Morte. Aquela que precisa agir para que o eterno ciclo dos renascimentos seja perpetuado. Esta é o aspecto com que mais dificilmente nos conectamos, porém, a Senhora da Sombra, a Guardiã das Trevas e Condutora das Almas é essencial em nossos processos vitais. Que seria de nós se não existisse a morte? Não poderíamos renascer, recomeçar... Desta forma, é fácil compreendermos porque a Religião da Deusa postula a reencarnação. Se fazemos parte de um universo em constante mutação, que sentido haveria em crermos que somos os únicos a não participar do processo interminável da vida-morte-renascimento? Essa realidade existe no microcosmo do ciclo das estações, da colheita que tem que ser feita para que se reúnam as sementes e haja novo plantio.

É justamente por isso que aqueles que seguem o Caminho da Deusa celebram a chamada Roda do Ano, constituida pelos 8 Sabbats que marcam a passagem das estações. Ao celebrar os Sabbats cremos que estamos ajudando no giro da Roda da Vida, participando assim de um processo de co-criação do mundo. Submeter-se à sua autoridade.

Por tudo o que dissemos fica fácil entender porque os caminhos, cultos e tradições centrados na Deusa são religiões naturais, fundamentadas nos ciclos da natureza e no entendimento de seus elementos e ritmos. Estas práticas de magia natural usam a conexão e correlação dos elementos da natureza - Água, Terra, Fogo e Ar, as correspondências astrológicas (signos zodiacais, influências planetárias, dias e horários propícios, pedras minerais, plantas, essências, cores, sons) e a sintonia com os seres elementais (Devas Guardiões dos lugares, Gnomos, Silfos, Ondinas, Salamandras, Duendes e Fadas).