terça-feira, 20 de setembro de 2011

ESPERANDO O GIRASSOL

Queria lhe ver Ao menos uma vez Me desculpar por tudo Me refazer outra vez Quero me esconder nos teus braços? Porque deixou minha flor murchar? Enterro meus desejos nos teus traços Queria um perdão Mas da quele que vem do coração Não somente uma pergunta Dizendo que tudo era sua culpa Quero ver tudo queimar Seu rosto na sala de esta Sei que a flor vai murchar Mas espero que vire um girassol.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.


Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

FIM

O ateu e o leão

Um ateu passeia por uma floresta na África, admirando tudo o que aquele “acidente da evolução” havia criado.
“Mas que árvores majestosas! Que poderosos rios! Que belos animais! E tudo isso aconteceu por acaso, sem nenhuma interferência de ninguém! Só mesmo as pessoas fracas e ignorantes, por medo de não conseguirem explicar suas próprias vidas e o universo, têm necessidade de atribuir a uma entidade superior toda esta maravilha!”
Houve um ruído nos arbustos atrás de si; um leão prepara-se para atacá-lo. Tenta fugir, mas o animal o derruba. Sem mais nada a perder, ele grita:
“Meu Deus!”
E um milagre acontece: o tempo pára, o ambiente é tomado por uma luz estranha, e escuta-se uma voz:
“O que desejas? Negaste a minha existência durante todos estes anos, ensinaste a outros que Eu não existia, e reduziste a Criação a um ‘acidente cósmico’”
Confuso, o homem exclama:
“Seria hipócrita de minha parte mudar de ideia só porque estou preste a morrer. Durante toda a minha vida, ensinei que Tu não existias”.
“Então, que esperas que eu faça?”
O ateu refletiu um pouco, sabendo que aquela discussão não poderia durar para sempre. Finalmente diz:
“Eu não posso mudar, mas o leão pode. Portanto, peço ao Senhor que transforme este animal selvagem, assassino, em um animal cristão!”
Na mesma hora, a luz desapareceu, os pássaros na floresta voltaram a cantar, o rio tornou a correr.
O leão sai de cima do homem, faz uma pausa, abaixa a cabeça, e diz compenetrado:
“Senhor, quero agradecer Sua generosidade, por este alimento que agora vou comer…”

qui, 15/09/11
por Paulo Coelho

terça-feira, 13 de setembro de 2011

William Blake

Os Poetas antigos animaram todos os objetos
sensíveis com Deuses e Gênios, nomeando-os e
adornando-os com os atributos de bosques, rios,
montanhas, lagos, cidades, nações e tudo quanto
seus amplos e numerosos sentidos permitiam
perceber.
E estudaram, em particular, o caráter de cada
cidade e país, identificando-os segundo sua
deidade mental;
Até que se estabeleceu um sistema, do qual
alguns se favoreceram, & escravizaram o vulgo
com o intento de concretizar ou abstrair as
deidades mentais a partir de seus objetos: assim
começou o Sacerdócio;
Pela escolha de formas de culto das
narrativas poéticas.
E proclamaram, por fim, que os Deuses
haviam ordenado tais coisas.
Desse modo, os homens esqueceram que todas
as deidades residem no coração humano.

Será nosso futuro ou somos nos?

Hoje eu conversando com um amigo, percebe uma coisa bem intrigante, as pessoas hoje não são como nos, críticos, questionadores e triste, acho que não se sentem atingidos por esta onda de acontecimentos cotidianos que nos acomete, toda essa dor esse ódio pelo diferente.
Eu sou diferente de minha família e vc quer saber o por que? eu lhe respondo sem demora eu penso, isso me torna diferente de minha família e de meus vizinhos, meu raciocínio sempre foi motivo de chacotas dês que me entendo por gente, sofria agressões físicas e verbais de meus colegas da escola e quando chagava em casa não era compreendido mas e meio a tanta dor eu aprendi a ser forte e lutei e luto.
As vezes eu me sinto sozinho remando contra essa maré mas quando encontro outra criatura pensante eu logo retomo o animo e começo a remar mais forte. Espero pelo dia em que encontrarei uma mulher que assim como eu queira construir um mundo diferente e que possamos gera seres humanos como nos e assim produzir um futuro de verdade e ao mesmo tempo temo o que pode acontecer com ele nesse futuro, pois somo poucos e eles muitos...

sábado, 10 de setembro de 2011

PROFANOS E TOLOS

Homem profano ganancioso e tolo
Escurecendo o luz diabolicamente
Fazendo a felicidade virar em sina
Imbecis ,criadores de carnificina

Faz ecoar ecos terríveis
Transformando idéias em coisas temíveis
Deixam escorrer o ódio
Para gananciosos só interessa eles no pódio

Cadê o amor a misericórdia
Constroem torres de ódio
Semeiam discórdia
E querem ser heróis da historia

Não tem tempo para chorar, amar
Ervas daninhas
Criadores do mal que nos avizinha
Dinheiro sem restrições, jogam fora emoções

(Orides Siqueira)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ao esvaziar da noite



Noite serena em uma rua silenciosa, o sonde um suspiro a voz da noite se revela a cada palmo do pergaminho que e essa noite. Uma janela aberta uma garota teta repetidamente se embalar nessa tranqüilidade harmoniosa, mas algo a incomoda, ela se move, suspira e resmunga. Vejo gotas no travesseiro e um rosto amassado com grandes olhos vermelhos eu vejo, a dor lhe consome a cada minuto que a tranqüila noite se estende mundo a fora.

O silencio renasce, minutos de paz que se quebram violentamente com um forte grito de dor vindo daquele leito, ela não se controla mais, não há mais motivos na noite nem no dia, sua voz ainda e rouca, mas se pode ouvir uma palavra balbuciada, seria um pedido de socorro? Ou um mero som sem sentido? Ela se levanta seu rosto esta encoberto por uma mortalha que esconde os trações de um sorriso infantil e delicado, os olhos não se abrem por completos mas posso ver um olhar perdido no espaço medíocre de seu quarto. Lentamente o vulto se aproxima da janela um rosto pálido busca luz do luar ou de alguma estrela que em sua infância tinha visto, mas não as reconhece mais. A rua esta vazia e o céu estrelado e iluminado pela lua nova, a rua esta deserta, o vento sopra lento e frio e novamente a voz rouca se revela, mas desta vez mais clara e articulada, Uma bela noite para se entregar, e sem muito esforço um sorriso frio se revela assustadoramente a luz do luar.

Pequenos passos num arrastado preguiçoso a levam a sua cabeceira onde se encontra uma garrafa de vinho e um cinzeiro no chão e em sua cama um velho canivete que lhe trazia uma inscrição feita a fogo Charlote, talvez um presente do pai ou de um admirador quem sabe? Suas mãos trêmulas acendem um ultimo cigarro, posso sentir sua suave fragrância tomando conta do ambiente lentamente se misturando a um delicado aroma de rosas do campo.

O corpo já relaxado se entrega ao chão frio e úmido daquele cômodo sua mão segura firmemente o canivete, mas uma tragada e so ventos entram pela janela entre aberta e banha seu rosto com um leve orvalho, sua mão vai ao chão, seu canivete esta ao lado, seu sorriso aos poucos vai se desfazendo, uma lagrima escorre vejo seu copo esta no chão posto sobre um cobertor vermelho que se espalha lentamente como a noite que se esvai.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011