terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ao esvaziar da noite



Noite serena em uma rua silenciosa, o sonde um suspiro a voz da noite se revela a cada palmo do pergaminho que e essa noite. Uma janela aberta uma garota teta repetidamente se embalar nessa tranqüilidade harmoniosa, mas algo a incomoda, ela se move, suspira e resmunga. Vejo gotas no travesseiro e um rosto amassado com grandes olhos vermelhos eu vejo, a dor lhe consome a cada minuto que a tranqüila noite se estende mundo a fora.

O silencio renasce, minutos de paz que se quebram violentamente com um forte grito de dor vindo daquele leito, ela não se controla mais, não há mais motivos na noite nem no dia, sua voz ainda e rouca, mas se pode ouvir uma palavra balbuciada, seria um pedido de socorro? Ou um mero som sem sentido? Ela se levanta seu rosto esta encoberto por uma mortalha que esconde os trações de um sorriso infantil e delicado, os olhos não se abrem por completos mas posso ver um olhar perdido no espaço medíocre de seu quarto. Lentamente o vulto se aproxima da janela um rosto pálido busca luz do luar ou de alguma estrela que em sua infância tinha visto, mas não as reconhece mais. A rua esta vazia e o céu estrelado e iluminado pela lua nova, a rua esta deserta, o vento sopra lento e frio e novamente a voz rouca se revela, mas desta vez mais clara e articulada, Uma bela noite para se entregar, e sem muito esforço um sorriso frio se revela assustadoramente a luz do luar.

Pequenos passos num arrastado preguiçoso a levam a sua cabeceira onde se encontra uma garrafa de vinho e um cinzeiro no chão e em sua cama um velho canivete que lhe trazia uma inscrição feita a fogo Charlote, talvez um presente do pai ou de um admirador quem sabe? Suas mãos trêmulas acendem um ultimo cigarro, posso sentir sua suave fragrância tomando conta do ambiente lentamente se misturando a um delicado aroma de rosas do campo.

O corpo já relaxado se entrega ao chão frio e úmido daquele cômodo sua mão segura firmemente o canivete, mas uma tragada e so ventos entram pela janela entre aberta e banha seu rosto com um leve orvalho, sua mão vai ao chão, seu canivete esta ao lado, seu sorriso aos poucos vai se desfazendo, uma lagrima escorre vejo seu copo esta no chão posto sobre um cobertor vermelho que se espalha lentamente como a noite que se esvai.

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